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PROPOSTA DE AUTO-AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL UFPEL


(O presente documento foi produzido pela CPA e procura explicitar e fundamentar as diversas co-relações do Projeto de Avaliação Institucional com a efetiva realidade da UFPEL, não tendo sido submetido à votação nos Conselhos Superiores)

ÍNDICE


1. Referências básicas internas para a Avaliação Institucional:
1.1 A UFPEL e a Auto-avaliação institucional: breve histórico.
1.2 A composição da CPA e sua representatividade
1.3 A realidade em que a instituição está inserida e seu perfil : referências basilares para o processo de auto-avaliação institucional.
1.3.1 O Município
1.3.2 A Zona Sul do Estado
1.3.3 Perfil dos cursos da UFPel
1.3.3.1 Cursos médio/profissionalizantes
1.3.3.2 Cursos de graduação
1.3.3.3 Cursos de pós-graduação
1.4 A missão, os objetivos e as funções da UFPEL como referencias prioritárias para o processo de Avaliação
1.4.1 Ensino Médio e Educação Profissional
1.4.2 Ensino de Graduação
1.4.3 Ensino de Pós-Graduação
1.4.4 Pesquisa
1.4.5 Extensão
2. Dos princípios e diretrizes que nortearão a processo de avaliação e das dimensões que o compõem
3. Da operacionalização da avaliação
3.1 Da metodologia e das diferentes etapas do processo avaliativo e respectivo cronograma
3.1.1 Plano Geral
3.1.1.1 Primeira Etapa
3.1.1.2 Segunda Etapa
3.1.1.3 Terceira Etapa
3.1.1.4 Quarta Etapa
3.1.1.5 Quinta Etapa
3.1.1.6 Sexta Etapa
3.2 Cronograma
3.3 Dos instrumentos a serem utilizados
4. Dos resultados dos processos avaliativos, do tratamento dos seus dados e difusão dos resultados e incorporação dos resultados às decisões internas.



1. Referências básicas internas para a Avaliação Institucional:


1.1 A UFPEL e a Auto-avaliação institucional: breve histórico.

A Universidade Federal de Pelotas, criada em 8 de agosto de 1969, oferece, atualmente, 47 cursos de graduação, 23 de pós-graduação (14 de mestrado e 9 de doutorado) e 3 nível médio. Estão vinculados à instituição 895 professores (incluídos visitantes e substitutos), 7393 alunos em graduação, 752 em ensino médio, 1117 em pós-graduação e, ainda, 1198 servidores técnico-administrativos, segundo dados de 2004. As atividades de ensino, pesquisa e extensão são desenvolvidas em cinco grandes áreas de atuação da universidade, a saber, Ciências Agrárias, Ciências Biológicas, Ciências Exatas e Tecnológicas, Ciências Humanas e Letras e Artes. Sua estrutura acadêmica está dividida entre os campi Capão do Leão, Pelotas, Palma e CAVG.
Especialmente nas últimas duas décadas, a UFPel tem investido em programas avaliativos tanto no âmbito institucional, quanto em âmbito mais específico. Considerando a perspectiva mais ampla, voltada à análise da instituição como um todo, tem-se como referência o Seminário Em questão: A Avaliação Institucional da UFPel, promovido em 1993, com o objetivo de aperfeiçoar a atuação acadêmica, científica e social da Universidade. O mencionado evento desencadeou, pela primeira vez na história da UFPel, um processo de avaliação institucional. Seus reflexos se fizeram sentir no biênio 94-95, quando a Universidade aprovou seu primeiro Projeto de Avaliação, tendo como base as diretrizes e os princípios do PAIUB – Programa de Avaliação Institucional das Universidades Brasileiras.
O Processo de Avaliação da UFPel ressaltou inicialmente a necessidade de participação dos sujeitos da Universidade, a partir da auto-adesão, e o respeito às peculiaridades de cada Curso e Unidade Universitária. Nessa perspectiva, a metodologia de trabalho foi planejada de modo a garantir a maior representatividade possível de todos os segmentos da Universidade. Assim, foram valorizados processos e não apenas resultados. Para garantir tal proposta, foram constituídas Comissões de Avaliação. No desenvolvimento dos trabalhos nas Unidades Universitárias, as Comissões de Avaliação criadas receberam dados institucionais atualizados semestralmente, indicadores de desempenho propostos no programa PAIUB, um roteiro de sugestões para proceder à análise qualitativa dos Cursos e das Unidades, e os dados relativos à aplicação de instrumentos de avaliação de disciplinas, de cursos, de egressos e de alunos formandos. Posteriormente, novo projeto, no âmbito do mencionado programa, foi aprovado e desenvolvido pela UFPel.
Com a descontinuidade do Programa de Avaliação PAIUB, um outro programa de avaliação foi construído e aprovado no Conselho Universitário, em maio de 2000 - Projeto Avaliação e Planejamento Institucional da UFPel. (PAPI) Este visava atender “uma tríplice exigência da universidade contemporânea: o aperfeiçoamento contínuo da qualidade acadêmica, a melhoria do planejamento e da gestão universitária, e a prestação de contas á sociedade que a mantém”. Entre seus objetivos registrava-se, ainda, a preocupação em articular as reflexões da avaliação da instituição na perspectiva de uma “escalada para o controle de qualidade”. Apesar da continuidade formal de alguns princípios, outros, como o da auto-adesão, não mais constaram. De outra parte, novos princípios foram incluídos, como o da “integração com outros processos avaliativos propostos pelo MEC ou por outras entidades da sociedade civil”.
Neste último empreendimento, de planejamento e avaliação, a missão e objetivos institucionais foram definidos, bem como o modelo da Universidade pretendida, na perspectiva de garantir padrões esperados pela sociedade. Tal iniciativa, com flexibilidade, norteou o planejamento e avaliação da Universidade. Estabeleceu-se nesta conexão uma relação estreita entre planejamento, avaliação e gestão. Apesar do esforço realizado, o projeto de avaliação propriamente dito não teve o tempo e as condições infra-estruturais de desenvolver-se plenamente.
Com a instituição do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior - SINAES, mediante a Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004, a UFPel procurou adaptar assim suas estruturas internas para empreender novo processo de avaliação em conformidade com o novo sistema, tendo as primeiras Comissões Próprias de Avaliação (CPAs) sido designadas justamente a partir das normas regentes do PAPI, que garantiam, tal como exige a legislação, a participação dos diferentes segmentos. Tendo como referenciais as características fundamentais da nova proposta, a avaliação institucional é considerada como central, assim como a integração e a articulação de diversos instrumentos baseados em uma concepção global. Inscrevem-se, da mesma forma, o respeito à identidade e à diversidade institucionais e demais princípios contidos na lei 10.861/04.
Após longo debate foi definida, em conjunto com o Projeto de Avaliação Institucional, uma nova composição e regulamentação específica da CPA, mais representativa das distintas instâncias institucionais, nos termos abaixo.


1.2 . A composição da CPA e sua representatividade

A Universidade, na composição da CPA, teve a preocupação de incluir as 5 grandes áreas em que seus cursos e projetos estão desenvolvidos, a saber:

a) Ciências Agrárias
b) Ciências Biológicas
c) Ciências Exatas e Tecnologia
d) Ciências Humanas
e) Letras e Artes

Nesta perspectiva, nos termos do Regimento aprovado (Art. 6o ), a composição da CPA contemplará::

a) Um representante dos docentes, um dos servidores técnico-administrativos, um da comunidade externa, e um dos representante dos discentes por cada área de conhecimento da universidade, totalizando assim 20 integrantes representativos das distintas áreas, 4 de cada segmento por área;
b) 3 (três) representante do Conjunto Agrotécnico Visconde da Graça – Ensino Médio vinculado à UFPEL, sendo um docente, um discente e um servidor técnico–administrativo.
c) 1 (um) representante de cada Pró-Reitoria da UFPEL; a fim de garantir a necessária interação entre as decisões da CPA e a instituição; (REVER SE FICOU ASSIM)
d) 3 membros com reconhecida competência e experiência em avaliação da educação superior e titulação mínima de doutor; (REVER SE FICOU ASSIM)

Os representantes de cada área, no nível discente, docente e técnico-administrativo são eleitos pelos seus pares, por meio de processos eletivos próprios, conduzidos pela CPA, garantida a oportunidade de participação dos respectivos órgãos representativos (ADUFPel, DCE/UFPel e ASSUFPel) na organização e fiscalização dos referidos processos. Os demais membros são designados pela Reitoria, ouvidos os setores pertinentes.
Nesta perspectiva, preconiza-se uma CPA cuja composição é democratica, participativa e abrangente da diversidade institucional, e que ainda combina as indispensáveis referências internas e técnicas.
Esta CPA contará ainda com uma Coordenação Executiva, composta composta por um Coordenador Geral, um Sub-Coordenador e mais quatro membros, escolhidos dentre os integrantes da CPA, evitando-se todavia que qualquer segmento seja majoritário também neste órgão.
Assim, a CPA combina uma estrutura efetivamente ampla e representativa, o que garante mais participação, comprometimento e facilidade de divulgação, a qual incumbirá a formulação geral e o acompanhamento dos processos avaliativos, com uma estrutura enxuta de caráter eminentemente executivo, a qual incubirá a efetiva operacionalização cotidiana dos processos avaliativos.


1.3 A realidade em que a instituição está inserida e seu perfil : referências basilares para o processo de auto-avaliação institucional.

Um dos primeiros pontos de partida que norteia o processo de avaliação institucional é justamente a realidade efetiva onde a instituição se insere e, a parir desta realidade, o perfil com que responde a esta realidade, que servirá como eixo transversal da avaliação. Nesta perspectiva, cumpre um rápido vislumbre desta realidade:


1.3.1 O Município

a) Demografia
A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) está sediada no terceiro município mais populoso do Estado do Rio Grande do Sul, tendo dois dos seus campi no município do Capão do Leão.
Pelotas é o município mais populoso da Metade Sul do Estado. Conforme estimativa do IBGE, tinha, em julho de 2003, 331.372 habitantes. De acordo com o Censo do IBGE de 2000, sua população era, nesse ano, de 323.158 habitantes, sendo 301.081 na cidade e 22.077 na zona rural; apresentava, portanto, alto índice de urbanização (93%). Além disso, os dados do referido censo informaram ter a população pelotense crescido de 1,51% ao ano, na década de 1990 – taxa que baixou para 1,3% atualmente.
O Município localiza-se na Encosta do Sudeste do Estado e tem área de 1.542,02 km2. A cidade é sede de Agência do IBGE, cuja área de jurisdição abrange 13 municípios.

b) Economia
O Produto Interno Bruto (PIB) é considerado, mundialmente, o principal indicador do desenvolvimento econômico. O PIB de Pelotas é pouco mais de um bilhão de dólares. Analisando a série histórica da sua evolução, verifica-se que manteve, em média, o mesmo valor no período de 1991 a 2000, com pequena tendência de aumento em 2001 e 2002. Outra importante constatação é que a classificação do Município, no contexto estadual, quanto ao PIB, vem caindo; apesar de ocupar a terceira posição em população, Pelotas não aparece na relação dos dez municípios gaúchos de maior PIB, tendo até sido superado por Rio Grande, município vizinho e com menos de 200.000 habitantes recentemente.
A principal causa desse fraco dinamismo econômico é a falta de modernização e diversificação do setor industrial. Entre 1970 e 1998, conforme dados do Itepa (UCPel), o produto industrial de Pelotas decresceu 1% ao ano, em média. O PIB do Município continua muito dependente do desempenho da produção primária (agricultura e pecuária) e da agroindústria – ambas com baixo valor agregado. O valor do PIB só não declinou, e muito, graças ao crescente dinamismo dos setores do comércio e prestação de serviços. A UFPel executa muitos projetos objetivando dinamizar e diversificar a economia pelotense.
Há, atualmente, sinais de retomada do desenvolvimento industrial. São exemplos novos investimentos na indústria do arroz, conservas, laticínios, construção civil, vestuário, metal-mecânica, cerâmica e carnes. Pelotas continua sendo o maior centro de industrialização de arroz do Brasil, o principal produtor nacional de compota de pêssego e tendo a maior capacidade de abate de bovinos do Estado. Destaca-se também a indústria artesanal de doces, que originou a Festa Nacional do Doce (FENADOCE), a qual já é o principal evento turístico de Pelotas.
No setor primário, as principais atividades são a orizicultura, altamente mecanizada e baseada em avançada pesquisa agropecuária; a fruticultura (pêssego, morango, figo, cítricos), fumo, como também a pecuária, tanto de corte como de leite.

c) Comércio e serviços: pólo regional
Sob diversos aspectos, a cidade é pólo da Zona Sul, que abrange 21 municípios, com quase um milhão de habitantes. Essa polarização é bastante forte no que se refere a comércio, educação e saúde, e como centro financeiro e cultural, além da influência político-administrativa, por ser sede de grande número de órgãos federais e estaduais (50) cuja jurisdição tem abrangência regional.
Os setores de comércio e serviços (terciário) têm muita importância no desenvolvimento do Município, ocupando 60% da sua população economicamente ativa.
Pelotas não é apenas o pólo comercial da Zona Sul, mas também o principal centro de comércio do Estado, depois de Porto Alegre. A cidade polariza diretamente um mercado potencial de um milhão de consumidores, correspondente a 28 municípios, com acesso a Pelotas, pela confluência, aqui, de quatro rodovias federais. Possui 7.507 estabelecimentos de comércio e serviços, nos segmentos de lojas, atacadista (825), bancário (38) e transporte de carga (270).
No que se refere à prestação de serviços de saúde, destaca-se que, para cada internação hospitalar num dos 24 hospitais dos demais municípios, 1,36 ocorre num dos sete hospitais de Pelotas. Este município possui 21% dos postos de saúde da região, 54% dos médicos e 36% dos cirurgiões-dentistas. Dos encaminhamentos para atendimento de saúde, feitos por 27 municípios da região, 44% são dirigidos a Pelotas; para hospitalização, esse índice sobe para 64%.

d) Centro de ensino e pesquisa
Pelotas é um dos principais centros de educação da Região Sul do Brasil, sob diversos aspectos. Por exemplo, considerando todos os níveis de ensino – da Educação Infantil à Pós-Graduação, doutorado – o Município tem 107 mil estudantes, ou seja, quase um terço da população. Além disso, é muito expressiva a oferta de ensino público, que corresponde a 82% da referida matrícula; é uma característica democrática da educação pelotense que existe em todos os níveis escolares.
A cidade é sede de duas universidades (Federal e Católica), do Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET), das Faculdades Atlântico Sul e de Unidade da EMBRAPA. Por isso, é intensa não só a atividade de ensino superior, de graduação e pós-graduação, mas também de pesquisa e de extensão, em todas as áreas do conhecimento. Muitos projetos de produção científica têm resultado em evolução tecnológica de setores econômicos do Sul do Estado, como em biotecnologia, arroz irrigado, fruticultura, pecuária e hortaliças.
Os 60 cursos de graduação – muitos dos quais com diversas habilitações – têm matrícula de 14 mil estudantes, abrangendo as áreas de Ciências Exatas e Tecnologia, Ciências Humanas, Letras e Artes, Ciências Agrárias e Ciências Biológicas. No que se refere ao Ensino Médio – com matrícula de 15 mil alunos – destacam-se os diversos cursos técnicos do CEFET e do Conjunto Agrotécnico Visconde da Graça (UFPel). O CEFET também oferece cursos de Tecnólogos. Além disso, Pelotas possui extensa rede de escolas do Ensino Fundamental (56 mil estudantes), de Educação Infantil e de Jovens e Adultos (Supletivo).

e) Pólo cultural
Pelotas destaca-se muito, no Estado, sob o aspecto cultural, tanto pelo seu va-lioso patrimônio histórico e artístico, como pelo grande número de eventos que promove na área de artes. São exemplos as numerosas apresentações de grupos de dança, musicais e de teatro, locais e alguns de fama nacional. A cidade possui orquestra de música clássica e grupos de ballet premiados em concursos nacionais. A UFPel, por meio do Instituto de Letras e Artes e do Conservatório de Música, desenvolve muitas atividades artísticas e literárias.
A cidade é, historicamente, um dos principais centros culturais do Brasil. Um exemplo dessa condição é o Teatro Sete de Abril, que, fundado em 1833, é o quarto teatro mais antigo do País. Tombado em 1979, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o teatro está em pleno funcionamento.
A praça Coronel Pedro Osório e seu entorno é importante centro histórico, pela concentração de imponentes casarões centenários, de estilo neoclássico, construídos no século XIX, no auge do ciclo das charqueadas. No centro da praça localiza-se a Fonte das Nereidas, belíssimo chafariz importado da França. Todo esse valioso patrimônio histórico e artístico está sendo restaurado com recursos do Programa Monumenta, do Governo Federal, em parceria com a Prefeitura.
Outros pontos de grande importância cultural são a Catedral São Francisco de Paula, os museus de Arte Leopoldo Gotuzzo e Carlos Ritter (História Natural), ambos da UFPel; o Museu da Baronesa; e a charqueada São João, com casarão construído em 1810, junto ao Arroio Pelotas, onde ainda existem lembranças da histórica época da industrialização do charque.


1.3.2 A Zona Sul do Estado

A Zona Sul do Estado, fortemente polarizada por Pelotas, inclusive no que se refere à educação de nível superior, abrange 21 municípios. Tem área de 35,8 mil km2 e população de quase um milhão de habitantes. Essa região é parcela da chamada Metade Sul do Estado, que, há décadas, caracteriza-se por baixo dinamismo econômico. Há, atualmente, diversas iniciativas com o objetivo de acelerar o crescimento da economia da Zona Sul, seja expandindo e modernizando seus setores tradicionais – como a agroindústria – como também diversificando a matriz econômica, com a introdução de novas atividades, inclusive indústrias de base tecnológica, com alto valor agregado.
A Zona Sul tem potencial para se concretizar essa evolução. Dispõe de boa infra-estrutura de transporte, com diversas rodovias federais, aeroportos (o de Pelotas é internacional) e o superporto de Rio Grande, além de ligação ferroviária com a região central do Estado. Possui diversas instituições universitárias e Unidades da EMBRAPA, formadoras de recursos humanos altamente qualificados e com importante produção científica, voltadas para a solução dos problemas regionais. A UFPel, por exemplo, executa Programa de Desenvolvimento Regional, com projetos sobre o genoma do arroz, piscicultura e fortalecimento das cadeias produtivas, inclusive a produção integrada de pêssego.
Estão em pleno andamento importantes programas de desenvolvimento de fruticultura – inclusive para a fabricação de vinhos finos – e da ovinocultura, com produção de carnes especiais. Além disso, elaboram-se grandes projetos de criação de pólo florestal/moveleiro, cerâmica e pescado, além da industrialização e exportação de rochas ornamentais. O complexo agroindustrial da Zona Sul – que é o principal – abrange os setores de arroz, frutas, legumes, cereais e pecuário de corte e de leite.


1.3.3 Perfil dos cursos da UFPel

Os cursos da UFPEL procuram, dentro das suas especificidades, postar-se, destarte, com um perfil, tanto no nível médio, como na graduação e na pós-graduação, com um perfil efetivamente afinado com estas realidades regionais, nos termos abaixo


1.3.3.1 Cursos médio/profissionalizantes

O Conjunto Agrotécnico "Visconde da Graça", unidade voltada ao ensino profissionalizante, oferece atualmente 3 Cursos Técnicos, a saber: Técnico em
Agropecuária, Técnico em Agroindústria e Técnico em Vestuário. Esses Cursos Técnicos, no contexto atual de educação tecnológica, estão inseridos em um modelo abrangente e dinâmico de geração, transferência e aplicação de
conhecimentos, integrando-os de forma que o SABER e o SABER FAZER sejam objetos permanentes de ação e reflexão crítica sobre a ação.


1.3.3.2 Cursos de graduação

A graduação na UFPel é composta de cursos de licenciatura e de bacharelado nas cinco áreas que a compõem:
a) Área das Ciências Agrárias;
b) Área de Ciências Exatas e Tecnologia;
c) Área de Ciências Biológicas;
d) Área de Ciências Humanas;
e) Área de Letras e Artes.

Os cursos de licenciatura são cursos de formação de professores, profissão básica para qualquer outra – sem professores não temos profissionais. As licenciaturas da UFPel – Letras, Matemática, Física, Química, Ciências Biológicas, Geografia, História, Filosofia, Artes, Música, Pedagogia, Educação Física, Programas Especiais de Formação de Professores em Serviço – Pedagogia/Séries Iniciais e Geografia – primam pela sua competência e pelo seu trabalho de integração com o ensino básico.
Ao considerarmos que o desenvolvimento do conhecimento ao longo dos anos escolares é a pedra fundamental para o progresso de uma nação, entendemos a importância dos cursos de formação de professores para o ensino básico – fundamental e médio -. A Universidade Federal de Pelotas, uma universidade que tem a formação de professores como prioridade, está tomando como pressupostos norteadores:
1. A criação de propostas, baseadas nas pesquisas da educação.
2. O desenvolvimento da pesquisa na área de formação de professores e do desenvolvimento da aprendizagem.
3. Criação de cursos de pós-graduação na área de educação.
4. Uma permanente discussão sobre as diversas práticas pedagógicas e suas causas e conseqüências.
5. Ações concretas no desenvolvimento de parcerias entre a universidade e as redes de ensino.
Além desses pressupostos e dos princípios gerais anteriormente citados, as licenciaturas serão guiadas pelos princípios gerais a seguir:
- Sólida formação teórica, com a prática integrada, como instância fundamental na formação do professor;
- Leitura e produção escrita, como habilidades indispensáveis na formação cognitiva do futuro professor;
- Trabalho pedagógico como foco formativo;
- Ampla formação cultural;
- Interdisciplinaridade;
- Flexibilidade;
- Formação de um professor/pesquisador;
- Desenvolvimento da autonomia no futuro professor;
- Compromisso social;

Os cursos de bacharelado, assim como os de licenciatura, têm como finalidade a formação de um profissional criativo, autônomo, transformador e responsável, que contribua, cada um dentro da área que escolheu atuar, com um mundo melhor e com o progresso da ciência. Os currículos destes cursos serão norteados pelos princípios gerais da UFPel, além de atentar para:


- Sólida formação teórica, com a prática integrada, como instância fundamental na formação do profissional;
- Leitura e produção escrita, como habilidades indispensáveis na formação cognitiva do futuro profissional;
- Ampla formação cultural;
- Interdisciplinaridade;
- Flexibilidade;
- Formação de um profissional/pesquisador;
- Desenvolvimento da autonomia;
- Compromisso social.

1.3.3.3 – Cursos de pós-graduação

A política de Pós Graduação da UFPel tem como objetivo central a busca:


- da excelência do ensino, da pesquisa e da extensão;
- propiciar a aquisição de independência intelectual, criatividade e competitividade para o desempenho profissional;
- aprimorar as atividades de ensino que garantam a aquisição e o desenvolvimento do saber, visando à formação cultural e profissional;
- dar sustentação aos projetos científicos relevantes e socialmente pertinentes, visando ao bem-estar da sociedade e ao desenvolvimento científico, tecnológico e cultural do País;
- incentivar as ações de extensão que conduzam a projetos ou programas capazes de integrar o ensino e - pesquisa e que viabilizem a democratização do conhecimento acadêmico e a participação da sociedade na atuação da Universidade;
- aumentar o retorno social do investimento público na instituição;
- assegurar a participação ativa da instituição na identificação das necessidades futuras e dos anseios da sociedade dinâmica.

Com o objetivo de permitir o desenvolvimento da Pós Graduação, a UFPel deverá:


a) Qualificar os recursos humanos — docente, técnico e administrativo — que atuam nesse nível de ensino;
b) Diversificar a oferta de ensino de pós graduação, tendo em vista o atendimento da demanda nacional por recursos humanos qualificados, bem como as transformações profissionais impostas pelos avanços do conhecimento e pelas inovações tecnológicas e, ainda, as peculiaridades regionais do país;
c) Proporcionar maior integração entre o ensino de pós-graduação e o ensino de graduação;
d) Incentivar a produção intelectual institucionalizada, tanto do ponto de vista científico e cultural, quanto regional, nacional e internacional.

A pós-graduação na UFPel é composta de programas que envolvem os diversos níveis – especialização, mestrado e doutorado – divididos da seguinte forma:

Doutorado (07 credenciados pela CAPES):

- Agronomia;
- Ciência e Tecnologia de Sementes;
- Epidemiologia;
- Fitossanidade;
- Zootecnia;
- Biotecnologia Agrícola;
- Ciência e Tecnologia Agroindustrial;

Mestrado acadêmico: (12 credenciados pela CAPES)
- Agronomia;
- Biotecnologia Agrícola;
- Ciência e Tecnologia Agroindustrial;
- Ciência e Tecnologia de Sementes;
- Educação;
- Epidemiologia;
- Fisiologia Vegetal;
- Fitossanidade;
- Meteorologia;
- Odontologia;
- Veterinária;
- Zootecnia;

Mestrado profissionalizante: (1 credenciado pela CAPES)
- Ciência e Tecnologia de Sementes;

Especialização:
- cursos de especialização:
- Administração – Gestão Empresarial;
- Artes;
- Ciência dos Alimentos (tutoria a distância);
- Ciência e tecnologia de sementes (tutoria a distância);
- Ciência e tecnologia do carvão;
- Cirurgia e traumatologia buco-maxilo-facial;
- Gráfica digital;
- Direito ambiental;
- Direito processual civil;
- Educação;
- Educação física;
- Endodontia;
- Engenharia e segurança do trabalho (tutoria a distância);
- Engenharia Rural;
- Filosofia;
- Geografia;
- História;
- Leitura e produção textual;
- Literatura Brasileira;
- Matemática;
- Memória, identidade e cultura material;
- Musicoterapia;
- Produção de sementes de arroz irrigado (tutoria a distância);
- Projetos assistenciais em enfermagem;
- Produtos naturais;
- Química ambiental;
- Sociologia e política.

Residências Médicas: (08 residências médicas)
- Cirurgia geral;
- Clínica médica;
- Gastroenterologia;
- Medicina preventiva e social;
- Nefrologia;
- Obstetrícia e ginecologia;
- Pediatria;
- Psiquiatria;
- Saúde da família;

Residência Veterinária:
- Clínica cirúrgica;


1.4 A missão, os objetivos e as funções da UFPEL como referencias prioritárias para o processo de Avaliação

O segundo conjunto de referências norteadoras transversalmente do processo de auto-avaliação abrange o adequado dimensionamento da missão e dos objetivos e funções da UFPEL, elementos direcionadores da avaliação no sentido de estimular a auto-percepção da instituição sobre seus próprios rumos.
Assim o processo avaliativo terá como norte o fato de que a UFPEL constitui-se numa instituição com funções relevantíssimas de natureza PÚBLICA cuja missão – institucionalmente definida – constitui-se em:

“PROMOVER A FORMAÇÃO INTEGRAL E PERMANENTE DO CIDADÃO, CONSTRUINDO O CONHECIMENTO E A CULTURA, COMPROMETIDOS COM OS VALORES DA VIDA E COM A CONSTRUÇÃO DA SOCIEDADE”.

A esta missão materializa-se a partir de vários objetivos e metas devidamente delimitados no âmbito do PDI, tendo-se referência as finalidades da instituição, nos termos do Decreto-Lei Nº 750, de 08 de agosto de 1969, que elencou como princípios basilares a educação, o ensino, a pesquisa e a formação profissional em nível superior e técnico, buscando o desenvolvimento científico, tecnológico, filosófico e artístico, estruturando-se de modo a manter sua natureza orgânica, social e comunitária, visando a integração com o distrito geoeducacional que integra e contribuindo para o estabelecimento de condições de convivência, segundo os princípios de liberdade, justiça e respeito aos direitos e demais valores humanos.
Conforme seu Regimento Geral, a UFPel tem, como objetivos fundamentais, a educação, o ensino, a pesquisa e a formação profissional e pós-graduada, bem como o desenvolvimento científico, tecnológico, filosófico e artístico, estruturando-se de modo a manter e ampliar a sua natureza orgânica, social e comunitária:
a) como instituição orgânica, assegurando perfeita integração e intercomunicação de seus elementos constitutivos;
b) como instituição social, pondo-se a serviço do desenvolvimento econômico-social.;
c) como instituição comunitária, de nível local ao nacional, contribuindo para o estabelecimento de condições de convivência, segundo os princípios de liberdade, de justiça e de respeito aos direitos e demais valores humanos.
Presentemente, a Universidade Federal de Pelotas, objetivando cumprir a Missão Institucional de “promover a formação integral e permanente do cidadão, construindo o conhecimento e a cultura, comprometidos com os valores da vida e com a construção da sociedade”, propõe o Plano de Desenvolvimento Institucional 2005/2009, que elenca ações consideradas prioritárias para o período, vinculadas a nove programas: Ensino Médio e Educação Profissional, Ensino de Graduação, Ensino de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão, Desenvolvimento em Informática, Desenvolvimento Físico, Desenvolvimento Regional e Gestão Administrativa, dos quais destaca-se abaixo os cinco primeiros, tendo-se claro que todos estes eixos encontram-se umbilicalmente vinculados aos processos avaliativos:


1.4.1 - Ensino Médio e Educação Profissional

a) Objetivos
Promover a formação de indivíduos de forma que se tornem cidadãos conscientes, profissionalmente competentes e participativos, intimamente inseridos no processo de transformação - condições indispensáveis para que possam atuar como propulsores do desenvolvimento social, econômico e tecnológico do país.
Incentivar o desenvolvimento do espírito de indagação inerente ao jovem, oportunizando, através de ferramentas tecnológicas modernas e satisfatórias, a busca sistemática e permanente do conhecimento.
Oportunizar à comunidade, em geral, acesso a processos contínuos de formação profissional, qualificação, reprofissionalização, especialização, aperfeiçoamento e atualização tecnológica.
Reorganizar, através de estudos de identificação do perfil de competências necessárias às atividades produtivas, as bases curriculares dos cursos técnicos de 2° grau.
Proporcionar condições e infra-estrutura adequadas para atender demandas existentes e emergentes do ensino tecnológico vinculadas ao desenvolvimento sócio-econômico regional e nacional.
Promover ações continuadas de avaliação do processo educacional, em função do desenvolvimento tecnológico, sócio-econômico e cultural da região e do país, possibilitando a permanente elevação da qualidade de ensino ofertada e da capacidade de formar indivíduos efetivamente qualificados para o mercado de trabalho.


1.4.2 – Ensino de Graduação

a) Objetivos
Preparar o estudante para que, através do ensino superior, tenha capacidade de análise crítica e visão prospectiva, buscando, dessa forma, alternativas de desenvolvimento para enfrentar os problemas emergentes de uma sociedade em contínua e rápida transformação.
Incentivar o desenvolvimento do espírito de indagação inerente ao jovem acadêmico, oportunizando, através de ferramentas tecnológicas modernas e satisfatórias, a busca sistemática e permanente do conhecimento.
Oportunizar à comunidade em geral, em caráter permanente, retorno à vida acadêmica, no sentido de que novos níveis de formação profissional, credenciamento e atualização de conhecimentos possam ser alcançados.
Criar novos cursos e redimensionar os atuais de forma a atender às necessidades de uma sociedade em mudança, respondendo, assim, à urgência e magnitude dos desafios por ela impostos.
Introduzir novas metodologias que induzam o aluno de graduação a ser empreendedor e gerador de novas oportunidades de emprego.
Rever os modelos atuais de estruturas curriculares, introduzindo, na educação dos alunos de graduação, uma sólida cultura de informática que lhes oportunizará, através da participação nas grandes redes acadêmicas, acesso e intercâmbio de informações com outras instituições nacionais e internacionais.
Proporcionar, face ao contexto atual de globalização e de regionalização, estudos interdisciplinares sobre a integração latino-americana, em seus aspectos educacional, econômico, social, artístico-cultural, ecológico, político, entre outros.
Proporcionar condições e infra-estrutura adequadas para atender às demandas acadêmicas vinculadas ao desenvolvimento sócio-econômico regional e nacional e suplementar o Estado em programas de atendimento social.
Apontar ações que conduzam ao aprimoramento do processo de avaliação na UFPel, em função de sua vinculação com o desenvolvimento tecnológico, econômico, social e cultural do País, possibilitando a elevação constante da qualidade do ensino oferecido e de sua capacidade de formar pessoal efetivamente qualificado para o mundo do trabalho.


1.4.3 – Ensino de Pós-Graduação

a) Objetivos
Superar o índice de 2/3 do corpo docente titulado em nível de Mestrado e de 1/4 em nível de Doutorado, por intermédio do Programa de Capacitação Docente.
Consolidar os Cursos de Pós-Graduação em funcionamento e apoiar em todos os sentidos os já implantados com ações e metas de curto, médio e longo prazo.
Fomentar a criação de novos programas de pós-graduação stricto sensu (Mestrado e Doutorado) e lato sensu (Especialização e Residência Médica), a fim de atender novas demandas da comunidade.
Promover a integração dos cursos de pós-graduação com grupos de pesquisa dos diferentes órgãos da UFPel e de instituições externas.
Ampliar a captação de recursos financeiros junto às agências nacionais e internacionais de fomento da pós-graduação.
Estimular, promover e apoiar a integração de programas de pesquisa e pós-graduação com o corpo discente de graduação, por intermédio da ampliação do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC).
Uniformizar, informatizar e ampliar registros, procedimentos, publicações e divulgações dos cursos de pós-graduação.


1.4.4 – Pesquisa

a) Objetivos
Promover a integração dos cursos de pós-graduação com grupos de pesquisa dos diferentes órgãos da UFPel e de instituições externas.
Estimular o desenvolvimento da pesquisa em todas as áreas de atuação da UFPel, além de incentivar a implementação de projetos de pesquisa interdisciplinares e interinstitucionais.
Ampliar a captação de recursos financeiros junto às agências nacionais e internacionais de fomento da pesquisa.
Identificar , apoiar e promover o desenvolvimento de grupos emergentes de pesquisa em atividade ou potenciais.
Estimular, promover e apoiar a integração de programas de pesquisa e pós-graduação com o corpo discente de graduação , por intermédio da ampliação, acompanhamento e avaliação do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), do Programa de Bolsa de Iniciação Científica da FAPERGS (BIC FAPERGS) e do Programa de Auxílio Integrado do CNPq (Balcão).
Uniformizar, informatizar e ampliar registros, procedimentos, publicações e divulgações dos grupos de pesquisa.
Desenvolver uma política de pesquisa institucional nas diferentes áreas de atuação da UFPel, voltada para o desenvolvimento regional.


1.4.5 – Extensão

a) Objetivos
Contribuir para a formação de profissionais com análise crítica da realidade social e visão prospectiva das principais demandas da sociedade.
Fazer interagir o saber universitário com o saber popular, para o desenvol-vimento social gerador de transformações capazes de conduzir à melhoria de qualidade de vida das populações urbanas e rurais.
Desenvolver ações voltadas ao resgate, apoio e à difusão do patrimônio histórico, artístico e cultural, nos cenários, regional, nacional e internacional.
Privilegiar o trabalho integrado com outras instituições públicas e privadas, em detrimento de ações pontuais e isoladas.
Articular a Universidade com instituições e programas internacionais.
Inserir a política de extensão da instituição nos objetivos e metas das políticas públicas.
Editar livros, periódicos e outros materiais impressos, distribuí-los e comercializá-los, como forma de difusão da cultura e do trabalho intelectual no âmbito da Universidade e para atender o intercâmbio com outras instituições.

2. Dos princípios e diretrizes que nortearão a processo de avaliação e das dimensões que o compõem

O SINAES, instituído pela Lei 10.861 traz alguns princípios fundamentais para promover a qualidade da educação superior, a orientação da expansão da sua oferta, o aumento permanente da sua eficácia institucional, da sua efetividade acadêmica e social e, especialmente, do aprofundamento dos compromissos e responsabilidades sociais, entre os quais:
a) a responsabilidade social com a qualidade da educação superior;
b) o reconhecimento da diversidade do sistema;
c) o respeito à identidade, à missão e à história das instituições;
d) a globalidade institucional, pela utilização de um conjunto significativo de indicadores, considerados em sua relação orgânica; e
e) a continuidade do processo avaliativo como instrumento de política educacional para cada instituição e o sistema de educação superior em seu conjunto.

A UFPEL, instituição pública ciente da grande responsabilidade social que carrega, tendo claro estes princípios e a importância de sua contribuição para unidade do processo avaliativo como um todo bem como para seu próprio aperfeiçoamento, procura focar sua avaliação institucional dentro das dez dimensões estabelecidas no artigo 3° da lei 10.861/2004, a saber:
a) A missão e o plano de desenvolvimento institucional (PDI) – identificando o projeto e a missão institucional, em termos de finalidade, compromissos, vocação e inserção regional e/ou nacional, e verificando outrossim tanto sua assimilação no ambiente interno como sua efetiva materialização no cotidiano institucional;
b) A política para o ensino, a pesquisa, a pós-graduação, a extensão e as respectivas formas de operacionalização, incluídos os procedimentos para estímulo ao desenvolvimento do ensino, à produção acadêmica e das atividades de extensão – procurando explicitar e verificar a realidade das políticas de formação acadêmico-científica, profissional e cidadã; de construção e disseminação do conhecimento; assim como sua articulação interna, favorecedora da iniciação científica e profissional de estudantes, os grupos de pesquisa e o desenvolvimento de projetos de extensão.
c) A responsabilidade social da instituição, considerada especialmente no que se refere à sua contribuição em relação à inclusão social, ao desenvolvimento econômico e social, à defesa do meio ambiente, da memória cultural, da produção artística e do patrimônio cultural – contemplando o compromisso social da instituição enquanto portadora da educação como bem público e expressão da sociedade democrática e pluricultural, de respeito pela diferença e de solidariedade;
d) A comunicação com a sociedade – identificando as formas de aproximação efetiva entre IES e sociedade, verificando as potencialidade comunidade participe ativamente da vida da acadêmica, bem como a IES se comprometa efetivamente com a melhoria das condições de vida da comunidade, ao repartir com ela o saber que produz e as informações que detém.
e) As políticas de pessoal, as carreiras do corpo docente e do corpo técnico-administrativo, seu aperfeiçoamento, desenvolvimento profissional e suas condições de trabalho – explicitando e avaliando as políticas e os programas de formação, aperfeiçoamento e capacitação do pessoal docente e técnico-administrativo, associando-os com planos de carreira condizentes com a magnitude das tarefas a serem desenvolvidas e com condições objetivas de trabalho.
f) Organização e gestão da instituição, especialmente o funcionamento e a representatividade dos colegiados, sua independência e autonomia na relação com o MEC, e a participação dos segmentos da comunidade acadêmica nos processos decisórios – avaliando os meios de gestão para cumprir os objetivos e projetos institucionais, a qualidade da gestão democrática, em especial nos órgãos colegiados, as relações de poder entre estruturas acadêmicas e administrativas e a participação nas políticas de desenvolvimento e expansão institucional.
g) Infra-estrutura física, especialmente a de ensino e de pesquisa, biblioteca, recursos de informação e comunicação – analisa a infra-estrutura da instituição, relacionando-a com as atividades acadêmicas de formação, de produção e disseminação de conhecimentos e com as finalidades próprias da IES.
h) Planejamento e avaliação, especialmente dos processos, resultados e eficácia da auto-avaliação institucional – considerando o planejamento e a avaliação como instrumentos integrados, partícipes do processo de gestão da educação superior. Esta dimensão está na confluência da avaliação como processo centrado no presente e no futuro institucional, a partir do balanço de fragilidades, potencialidades e vocação institucionais.
i) Políticas de atendimento aos estudantes – analisa as formas com que os estudantes estão sendo integrados à vida acadêmica e os programas através do quais a IES busca atender aos princípios inerentes à qualidade de vida estudantil.
j) Sustentabilidade financeira, tendo em vista o significado social da continuidade dos compromissos na oferta da educação superior – avaliando a capacidade de gestão e administração do orçamento e as políticas e estratégias de gestão acadêmica com vistas à eficácia na utilização e na obtenção dos recursos financeiros necessários ao cumprimento das metas e das prioridades estabelecidas.
k) Outras dimensões – inclui outros itens considerados relevantes para a instituição numa perspectiva democrática e participativa tendo em vista a compreensão e construção da sua identidade institucional, suas especificidades e sua missão, entre os quais o hospital universitário, a inserção regional como um todo, entre outros.

Em que pese o respeito a estas dimensões, há que se ressaltar que a presente proposta de auto-avaliação apresenta-se igualmente voltada para a globalidade da instituição, buscando dimensionar a relação entre o projeto institucional e sua prática, para reformulá-lo no planejamento e nas ações futuras da instituição; sendo que a metodologia utilizada procura organizar as atividades dos diferentes atores envolvidos no processo avaliativo, buscando a construção de um sistema integrado.
O processo avaliativo, como um todo, e em cada uma das dimensões, operará em distintos níveis:
a) nível declaratório – reunindo e analisando os textos que fundamentam o projeto institucional como um todo e os demais projetos internos, buscando não só subsidiar o processo avaliativo como verificar, a priori, a existência de possiveis contradições ou incoerências internas;
b) nível normativo - reunindo e avaliando as normas institucionais vigentes e ao mesmo tempo a coerência destas com as efetivas práticas das IES
c) nível da organização: avaliando se a instituição conta com instâncias que promovam a qualidade compatível com as modalidades de ensino, pesquisa e extensão e sua efetividade acadêmica e social;
d) nível dos resultados: avaliando a eficácia e efetividade acadêmica e social dos processos desenvolvidos: formação de profissionais, produção acadêmica, artística e cultural disseminada no âmbito técnico-científico e social, entre outros.
3. Da operacionalização da avaliação


3.1 Da metodologia e das diferentes etapas do processo avaliativo e respectivo cronograma


3.1.1 PLANO GERAL: A Metodologia envolverá, tendo por pressuposto a busca participativa da qualidade e eficácia institucional, o diálogo permanente entre a CPA e as diferentes instâncias institucionais, a aplicação de instrumentos quantitativos e qualitativos e a reflexão sobre os indicadores obtidos numa perspectiva formativa, dialética, propositiva e transformadora.


3.1.1.1 PRIMEIRA ETAPA – Debate e Aprovação da Metodologia de Avaliação e do Regimento da CPA;

3.1.1.1.1 Debate e aprovação na CPA do Projeto de Avaliação Institucional e do respectivo Regimento;
3.1.1.1.2 Apresentação da proposta de avaliação institucional e do regimento da CPA para a administração superior da UFPel e para diretores de unidade;
3.1.1.1.3 Realização de Seminário Geral e Debates sobre a importância e os objetivos da avaliação institucional e sobre a Proposta de Avaliação Institucional e regimento da CPA abertos a toda a Comunidade Acadêmica;
3.1.1.1.4 Sistematização pela CPA das discussões e reelaboração do Projeto de Avaliação Institucional e do Regimento da CPA a partir dos debates e sugestões colhidos na comunidade;
3.1.1.1.5 Debate e Aprovação, pelos órgãos colegiados competentes da instituição, do Regimento da CPA e da Proposta de Avaliação Institucional;


3.1.1.2 SEGUNDA ETAPA – Organização da CPA e Sensibilização para a Avaliação:

3.1.1.2.1 Estruturação administrativa da CPA, com a instalação de condições infra-estruturais mínimas de funcionamento: instalações, equipamentos e pessoal necessário;
3.1.1.2.2 Eleição e posse da CPA nos termos do Regimento Aprovado;
3.1.1.2.3 Continuidade do oferecimento de Seminários e Debates sobre a importância e os objetivos da avaliação institucional, agora com vistas a divulgar e auxiliar à implementação do Projeto de Avaliação Institucional, especialmente estimulando a criação de Núcleos de Trabalho e Núcleos Temáticos relacionados à mesma;
3.1.1.2.4 Criação de Núcleos de Trabalho e Núcleos temáticos e organização dos fluxos de informação entre os Núcleos e a CPA.


3.1.1.3 TERCEIRA ETAPA – Desenvolvimento dos Instrumentos de Avaliação:

3.1.1.3.1 Construção inicial dos instrumentos da avaliação específicos e gerais a partir do diálogo entre cada Pró-Reitoria e a CPA; abrangendo, entre outros métodos, entrevistas com os Pró-Reitores e demais envolvidos, sendo delineados os canais de acesso e preparada a aplicação dos instrumentos específicos no âmbito da Pró-reitoria;
3.1.1.3.2 Encaminhamento da discussão sobre os instrumentos de avaliação entre as Unidades Acadêmicas, Núcleos e demais Setores Internos e a partir das propostas de instrumentos elaboradas em conjunto com as Pró-Reitorias. Para tanto, preconiza-se, entre outros métodos, a realização de seminários ou mesas-redondas, entrevistas com os Diretores de Unidades, Chefes de Departamento e Coordenadores de Curso, bem como com os representantes dos diferentes segmentos envolvidos, buscando o aprimoramento, aprofundamento e criação de instrumentos específicos de avaliação das respectivas instâncias institucionais envolvidas e preparando-se igualmente as condições para aplicação dos instrumentos de avaliação;
3.1.1.3.3 Sistematização pela CPA dos instrumentais de avaliação desenvolvidos em debate com a comunidade e organização da sua aplicação em conjunto com os Núcleos de Trabalho, garantida a possibilidade da análise quantitativa e qualitativa dos dados.

3.1.1.4 QUARTA ETAPA - Aplicação dos Instrumentos de Avaliação e Análise dos Resultados:

3.1.1.4.1 Definição, em diálogo com as pró-reitorias envolvidas, do calendário de aplicação dos instrumentos de avaliação de cada instância institucional, assim como do instrumental específico de avaliação de cada Pró-reitoria e Núcleo, em diálogo com os sujeitos envolvidos;
3.1.1.4.2 Aplicação dos instrumentos de avaliação respectivos às pró-reitorias, abrangendo sua análise interna e as perspectivas gerais de cada uma sobre as políticas institucionais relativas ao seu campo de atuação;
3.1.1.4.3 Entrevistas com os Pró-Reitores e demais envolvidos sobre os dados levantados, elaboração e apreciação de um relatório parcial com a sistematização dos resultados;
3.1.1.4.4 Elaboração de um documento sintetizando as diferentes perspectivas das Pró-reitorias sobre a globalidade de sua atuação e sobre as políticas institucionais a ela relacionadas, o qual será encaminhado juntamente com os demais instrumentos de avaliação específicos para reflexão nas Unidades e Núcleos de Avaliação;
3.1.1.4.5 Elaboração de um documento sintetizando as diferentes perspectivas de cada Unidade sobre a globalidade de sua atuação e sobre as políticas institucionais a ela relacionadas, o qual será encaminhado juntamente com os demais instrumentos de avaliação específicos para reflexão nos Núcleos de Avaliação respectivos, especialmente os respectivos Departamentos e Cursos ;
3.1.1.4.6 Aplicação dos instrumentos de avaliação respectivos no âmbito de cada Unidade Acadêmica, abrangendo Cursos, Departamentos e demais Núcleos de Temáticos e de Trabalho respectivos;
3.1.1.4.7 Reflexão e análise e sistematização, no âmbito de cada unidade, sobre os dados levantados, estimulando-se o desenvolvimento de ações e proposições, no âmbito de cada uma, no sentido de identificar os pontos fortes e corrigir as debilidades internas apuradas;
3.1.1.4.8 Elaboração, por Unidade, de relatórios parciais sobre o processo de avaliação respectivo, sem prejuízo da construção de relatórios parciais específicos por seus Núcleos internos, Cursos ou Departamentos, os quais poderão integrar os relatório parcial da Unidade;
3.1.1.4.9 Análise e consolidação dos dados e relatórios recebidos por parte da CPA e reflexão qualitativa sobre os mesmos tanto no diálogo com cada Unidade por meio de reuniões ou seminários envolvendo Direções, Coordenações, Chefias, Centros Acadêmicos e demais setores interessados, como no diálogo com as respectivas Pró-reitorias envolvidas, no âmbito de sua atuação;
3.1.1.4.10 Elaboração, a partir dos instrumentos e relatórios parciais, bem das demais reflexões internas de cada unidade e dos diálogos com a CPA sobre estas realidades, de relatório final por Unidade, que será devolvido à mesma e publicizado pelos respectivos responsáveis para uma reflexão final por parte das unidades e Pró-reitorias envolvidas;
3.1.1.4.11 Elaboração, pela CPA e a partir das reflexões finais de cada Unidade e Pró-Reitoria sobre os relatórios por Unidade, bem como demais relatórios das próprias Pró-Reitorias e demais dados pertinentes, de um Relatório Final, de índole global, reflexivo sobre o processo de avaliação, abrangendo ações e proposições necessárias à melhoria da eficácia institucional;
3.1.1.4.12 Realização de Seminário Final, aberto a todos os sujeitos da avaliação, visando apreciação e debate reflexivo sobre a avaliação realizada na Universidade, com vistas aos próximos processos avaliativos.


3.1.1.5 QUINTA ETAPA - Confecção dos relatórios finais da avaliação e diálogo com avaliação externa

3.1.1.5.1 Sistematização de todo o material trabalhado no âmbito da avaliação interna e confecção de um Relatório Final a partir das reflexões e considerações obtidas nas etapas anteriores para disponibilizar à Avaliação Externa;
3.1.1.5.2 Divulgação do Relatório Final de Avaliação no âmbito da instituição;
3.1.1.5.3 Disponibilização do relatório e dos dados necessários para a avaliação institucional externa a ser realizada no âmbito do SINAES
3.1.1.5.4 Visita prevista da avaliação externa
3.1.1.5.5 Debates e Reflexões sobre a avaliação externa


3.1.1.6 SEXTA ETAPA – Revisão do processo avaliativo e Reinício do processo de avaliação, com redefinição das etapas e calendário

3.1.1.6.1 Revisão do processo e redefinição de etapas e calendário
3.1.1.6.2 Reinício da avaliação
3.1.1.6.3 Operacionalização do novo calendário, visando obter um novo relatório final até agosto de 2008 e assim sucessivamente a cada dois anos

3.2 Cronograma

MÊS
JAN
FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
JUL
AGO
SET
OUT
NOV
DEZ
 
 
2005
4.2
4.2
4.3
4.3
4.4
4.4
4.4
4.4
4.5
4.5
4.5
 
2006
4.5
4.5
4.5
4.5
4.5
4.5
4.6
4.6
4.6
4.6
4.6
 
2007
4.7
4.7
4.7
4.7
4.7
4.7
4.7
4.7
4.7
4.7
4.7
 

3.3 Dos instrumentos a serem utilizados

Os principais instrumentos a serem utilizados no processo avaliativo serão:

a) Espaço digital (sítio específico interno) onde estarão centralizadas as informações necessárias;
b) Compilação e disponibilibilização de documentos internos relacionados à avaliação;
c) Elaboração e Aplicação de questionários referentes a cada uma das dimensões da de avaliação aos distintos setores e atores envolvidos, nos termos do cronograma supra;
d) Realização de Encontros e Seminários, por área e globais, para debater os instrumentos aplicados e seus resultados;
e) Produção de relatórios globais e específicos;


4. Dos resultados dos processos avaliativos, do tratamento dos seus dados e difusão dos resultados e incorporação dos resultados às decisões internas.

Todos os dados relacionados aos processos avaliativos, no âmbito dos quatro níveis (declaratório, normativo, organizacional ou dos resultados), relacionados às dez dimensões serão disponibilizados eletronicamente para acesso da comunidade universitária.
Serão a seguir analisados em três níveis, todos eles atuando com vistas à proposição de soluções para melhoria da qualidade institucional:

a) pelos sujeitos envolvidos;
b) pela CPA como um todo;
c) pelas instâncias administrativas internas

Estas reflexões serão igualmente disponibilizadas eletronicamente para acesso da comunidade universitária, culminando com um Serminário Final aberto a todos os sujeitos da avaliação visando apreciação e debate reflexivo sobre a avaliação realizada na Universidade, tanto com vistas aos próximos processos avaliativos (meta-avaliação) como especialmente com vistas a colher proposições e perspectivas para a efetiva melhoria da qualidade institucional.
A partir de todo este material, e findado este processo avaliativo, cada uma das unidades estabelecerá um cronograma específico sobre a incorporação dos resultados da auto-avaliação nas respectivas ações acadêmico-administrativas, procurando cada unidade aplicar imediatamente aquelas soluções que sejam possível, sendo ainda compilado pelas instâncias administrativas máximas, com protagonismo especial da Pro-reitoria de Planejamento o conjunto de soluções que requeiram ações de natureza global
Todo este processo será documentado e disponibilizado eletronicamente, sendo que havendo orçamento específico será editado e distribuído interna e externamente.

 
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