Livros de professores da FaE-UFPel sobre formação docente são discutidos na Universidade do Minho em Portugal.
A professora Lúcia Peres, da Faculdade de Educação da UFPel que desenvolve estágio pós-doutoral na UMINHO em Braga, Portugal, sob a orientação do Professor Dr. Alberto Filipe proferiu, no dia 12 de janeiro último, uma palestra sobre formação de professores como uma das atividades académico-científicas do Departamento de Teoria da Educação e Educação Artística e Física e com o apoio do GT de Dinamização Cultural do IE. A palestra, com o título REFLEXÕES SOBRE DOIS MOMENTOS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO BRASIL, teve como base os textos publicados nos livros “Escritas de Autobiografias Educativas – O que dizemos e o que elas dizem” e “Escritas de Professores por Entre Saberes, Autorias e Poderes” organizados pelas professoras Lúcia Maria Vaz Peres, Maria Antonieta Dall’Igna, Jacira Reis da Silva e pela doutoranda Andrisa Kemel Zanella tratam de dois momentos da formação de professores: a formação inicial e a formação continuada.
O primeiro é resultado de uma pesquisa longitudinal (2006-2009) coordenada pela professora Lucia Peres e tem como sujeitos alunos do curso de pedagogia da UFPel. Consiste em uma coletânea de textos desde pontos de vista e temporalidades diferentes – professores formadores e alunas em formação. O objetivo da obra é contribuir com este “pequeno e potente” ingrediente para um aprofundamento sobre o tema da escrita autobiográfica, tendo nas imagens autoformadoras as expressões e representações das substâncias do Imaginário Educacional.
A segunda coletânea reúne textos de professores que acompanham e socializam suas experiências no decurso dos 10 anos em que se realizam os ENCONTROS SOBRE O PODER ESCOLAR. Anuncia que para sair da rotina, do desânimo e do medo das mudanças é preciso um movimento de autorizar- se rumo aos desafios (im)possíveis.
As duas obras se encontram quando mostram que a Formaçao de professores não pode prescindir da valorização do trajeto existencial com vistas ao projeto profissional e que a escrita possibilita a apropriação dos saberes da experiência pessoal e profissional. Apontam também que não existe A RESPOSTA, mas respostas possíveis e que a formação do profissional acontece ao longo da vida.