Departamento de Fitossanidade




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DISCIPLINA DE SEMINÁRIOS DO PROGRAMA DE
PÓS-GRADUAÇÃO EM FITOSSANIDADE

Horário: Sexta-feira - 08:15h
Coordenador: Prof. Anderson Dionei Grützmacher


Resumos dos seminários apresentados em 2001
Clique no título para visualizar o resumo






USO ADEQUADO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL PARA A APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS
Aluno: Eugênio Passos Schröder
schroder@ufpel.tche.br

Equipamentos de proteção individual (EPIs) são empregados nas mais diversas atividades, inclusive em situações extremas, como um astronauta numa caminhada espacial sob condições de atmosfera zero. O emprego dos EPIs deve ser realizado sob critérios técnicos, econômicos e de conforto condizentes com cada situação de trabalho, ainda que o objetivo primário seja sempre o mesmo: proteger o homem. O presente seminário, tem por objetivo provocar o questionamento de aspectos técnicos, comportamentais e legais sobre o tema. Os equipamentos de proteção individual são dispositivos especialmente utilizados para interceptarem as moléculas dos agrotóxicos antes de atingirem as vias de absorção no corpo. Deve-se atentar que no trabalho com um produto muito tóxico em uma condição de pequena exposição, o risco de intoxicação pode ser menor que uma outra condição de alta exposição a um produto pouco tóxico. Por isso, deve-se usar os agrotóxicos somente quando necessário, aplicar com equipamentos bem regulados e bem conservados, além de selecionar formulações comerciais mais adequadas, fazendo com que o EPI seja um recurso complementar para evitar a exposição, e não o primeiro ou o único meio para tal fim. O uso adequado dos EPIs esbarra em limitações como: determinar quais os equipamentos a usar numa determinada situação; educação e treinamento das pessoas; EPIs desconfortáveis para o trabalho a campo. Existe legislação sobre o uso de EPIs de parte dos Ministérios do Trabalho, da Agricultura do Meio Ambiente e da Saúde. Os EPIs para aplicação de agrotóxicos mais empregados são: protetor facial, óculos de segurança, capuz, touca ou chapéu, luvas, camisa de mangas longas, botas, calça ou macacão de mangas longas, avental, capa e respirador com filtro. Uma grande dificuldade que os agrônomos, técnicos e agricultores encontram refere-se a poucos locais para aquisição de EPIs, os quais geralmente estão situados nas grandes cidades, distante dos pontos de uso dos agrotóxicos. As pesquisas com EPIs no Brasil tem sido realizadas por instituições oficiais e empresas fabricantes dos equipamentos, mas ainda existe uma grande carência de dados nesta área. Destaque deve ser feito à Universidade Estadual de São Paulo, campus de Jaboticabal, para a equipe do professor Joaquim Gonçalves Machado Neto, que desenvolveu inclusive trabalhos de pós-graduação nesta área, e seus colaboradores tem disseminado importantes informações em outros centros de ensino e pesquisa, bem como junto a produtores de todo o País. O nosso projeto de pesquisa de doutoramento prevê um estudo do uso adequado de EPIs em aviação agrícola. O objetivo do trabalho é identificar a superfície corpórea, das pessoas envolvidas nas pulverizações, mais exposta ao contato com os agrotóxicos.


BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
BRASIL. Legislação federal de agrotóxicos e afins. Brasília: Ministério da Agricultura, Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal, 1998. 184 p.

MACHADO NETO, J.G. Quantificação e controle da exposição dérmica de aplicadores de agrotóxicos na cultura estaqueada de tomate, na região de Cravinhos, SP. Jaboticabal, 1990. 112p. Tese (Doutoramento em Agronomia) - Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidades Estadual Paulista.

Seminário apresentado em 30 de março de 2001 pelo doutorando, orientado do Prof. Alci Enimar Loeck, como atividade da disciplina "Seminários" do Programa de Pós-graduação em Fitossanidade, Faculdade de Agronomia "Eliseu Maciel", Universidade Federal de Pelotas.


Resistência de Insetos a Inseticidas
Aluno: Ivonel Teixeira
ivonel@ufpel.tche.br

Os inseticidas têm sido a principal medida utilizada no combate às pragas nas últimas décadas devido a sua eficiência, rapidez de ação e economicidade. Entretanto, muitas podem ser as conseqüências do uso indiscriminado desses produtos, como destruição de insetos úteis, ressurgência de pragas secundárias, riscos de intoxicação dos usuários, contaminação ambiental, contaminação de alimentos e resistência de pragas. A resistência é uma característica hereditária e intra-específica, onde ocorre o desenvolvimento de uma habilidade em uma linhagem de um organismo, em tolerar doses de tóxicos que seriam letais para a maioria da população normal (susceptível) da mesma espécie. A resistência de insetos a inseticidas é a conseqüência do uso excessivo de produtos fitossanitários, ocasionando além de maiores perdas na produção, maiores custos de produção na tentativa de controle da praga. Nem todos os insucessos no controle de insetos e ácaros podem ser atribuídos ao problema de resistência, muitas vezes, resultados não satisfatórios em determinadas aplicações, são obtidos através de calibragem deficiente dos equipamentos de pulverização, condições climáticas desfavoráveis, formulação inadequada, dosagem incorreta, dentre outros. Como os principais processos determinantes para a evolução de alelos resistentes em uma determinada população, podemos citar a freqüência inicial de alelos resistentes, pressão de seleção para resistência, valor adaptativo de heterozigotos e homozigotos resistentes, dominância funcional do(s) alelo(s) resistente(s), diluição da resistência por migração e número de gerações por ano da praga. Para evitar ou retardar o problema de resistência, recomenda-se o uso associado de diferentes métodos de controle dentro do Manejo Integrado de Pragas (MIP), podendo-se aderir a algumas estratégias de manejo da resistência, como o manejo por moderação, que visa uma menor pressão de seleção; o manejo por saturação, que se destina a diminuir os indivíduos resistentes através do uso de produtos que melhorem a performance (sinergistas) ou dosagens acima das recomendadas; e manejo por ataque múltiplo, que visa o uso de produtos em mistura ou rotação, utilizando-se diferentes grupos químicos de inseticidas.

CAMPANHOLA, C. Resistência de insetos a inseticidas: importância, características e manejo. Jaguariúna. Embrapa - CNPDA, 45 p. 1990.

GALLO, D.; NAKANO, O.; SILVEIRA NETO, S. et al. Manual de entomologia agrícola. 2. ed. São Paulo: Ceres, 1988, 649 p.

OMOTO C. Resistência de pragas a pesticidas: princípios e práticas. Disponível na Internet: http://www.ciagri.usp.br/~seb/IRACBR. 2001.

Seminário apresentado em 06 de abril de 2001 na Universidade Federal de Pelotas - Faculdade de Agronomia "Eliseu Maciel". Orientador: Pesquisador Dr. Marcos Botton - Embrapa Uva e Vinho




Defensivos agrícolas no Brasil
Aluno: Douglas D. Grützmacher
douglasg@ufpel.tche.br

Os defensivos agrícolas, também denominados de agrotóxicos, produtos fitossanitários ou agroquímicos, são produtos químicos utilizados no meio rural para reduzir as perdas de produtividade causadas principalmente pelo ataque de pragas, doenças e plantas daninhas. O Brasil encontra-se entre os principais consumidores de agrotóxicos em nível mundial. As vendas de defensivos agrícolas no período de 1992-1999 apresentaram um crescimento superior a 100 %, devido, principalmente a introdução de tecnologias mais avançadas neste setor. A classe dos herbicidas lidera as vendas de defensivos agrícolas com 50,5 %. Os inseticidas e fungicidas representam 25,6 % e 18,1 % do total de defensivos vendidos, respectivamente, enquanto os acaricidas representam 3,4 %. A classe "outros" representa 2,4 %. As maiores vendas de defensivos agrícolas no Brasil ocorrem no período de agosto a dezembro, com pico em setembro. Junto com seus benefícios, os agrotóxicos podem oferecer riscos de contaminação ambiental e humana se não forem utilizados adequadamente, além de gerar lixo no campo através das embalagens vazias contaminadas. A partir do dia 31 de maio de 2001, o agricultor brasileiro passa a ter prazo de 1 ano, a partir da data da compra registrada na nota fiscal, para devolução das embalagens vazias de defensivos agrícolas. A exigência está na lei 9.974, de 6 de junho de 2000, regulamentada pelo decreto 3.550 de 27 de Julho de 2000, que disciplina a destinação final de tais recipientes estabelecendo responsabilidades para o agricultor, revendedor e para o fabricante. O descumprimento da lei é considerado crime ambiental, sujeito a multa de 3,1 mil UFIRs para o agricultor ou comerciante e 6 mil UFIRs para o fabricante e pena de reclusão de 2 a 4 anos. O objetivo da lei é que as embalagens não sejam armazenadas irregularmente nas propriedades, nem depositadas em locais inadequados, á beira de estradas, jogadas em rios e lagos ou, ainda, queimadas a céu aberto, mas sim, que sejam recicladas, transformadas em outro produto útil. As embalagens plásticas, que representam mais de 50 % do total das embalagens, podem ser utilizadas para a produção de conduítes corrugados utilizados na construção civil para passagem de fios de eletricidade. Já as embalagens metálicas podem ser encaminhadas para siderúrgicas para a produção de vergalhões de ferro utilizados na construção civil, enquanto as embalagens de vidro são utilizadas na indústria vidreira. Dessa forma, a reciclagem controlada de embalagens de agrotóxicos ajuda a diminuir os problemas de contaminação do meio ambiente, transformando este "lixo" em produto útil a sociedade.

Destinação Final de Embalagens Vazias de Agrotóxicos. Disponível na internet. (http://www.andef.com.br ). 13 de março de 2001.

Manual de Destinação Final de Embalagens Vazias de Produtos Fitossanitários. Disponível na internet. (http://www.andef.com.br ). 22 de março de 2001.

TSUNECHIRO, A.; FERREIRA, C. R. R. P. Defensivos: Mercado em alta. Pelotas. Cultivar, nº 22. Novembro de 2000. p.22-24.

Resumo do seminário apresentado em 20/04/2001 na disciplina de Seminários pelo Engo. Agro. Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Fitossanidade, DFs/FAEM/UFPel, sob a orientação do Prof. Alci Enimar Loeck.




RISCOS DE INTOXICAÇÃO NO EMPREGO DE AGROTÓXICOS
Aluno: Fernando Felisberto da Silva
fernando@ufpel.tche.br

A atividade agrícola vem exigindo cada vez mais conhecimentos, tanto por parte dos agricultores como dos próprios técnicos, buscando-se a eficiência e a sustentabilidade, valorizando o ambiente agrícola. Mas, mesmo que estes tenham avançado muito nos últimos anos, e em várias áreas, a problemática do emprego irracional dos agrotóxicos no campo ainda preocupa e afeta a todos os brasileiros. Não apenas no Brasil, mas na grande maioria dos países ditos em desenvolvimento, que apresentam as mesmas características sócio-econômicas, o problema é semelhante. Os agrotóxicos têm o objetivo de controlar as pragas, as doenças e as plantas daninhas, agentes assim denominados pelo homem pelo fato de interferirem em suas atividades. Devido a vários fatores, eles podem se tornar um sério problema para a saúde pública e para que isto não ocorra é necessária a adoção de certas medidas de segurança que os viabilizem. Vários pesquisadores e autoridades da área fazem advertências quanto ao uso atual, apresentando os efeitos adversos que estes produtos químicos podem causar. O risco presente no uso de agrotóxicos envolve três componentes, sendo eles a periculosidade do produto utilizado, a intensidade da exposição e a probabilidade de exposição. Desta forma, as medidas de segurança devem procurar eliminar, isolar, ou ainda, sinalizar o risco, adotando-se também medidas preventivas com base na determinação das causas ou fatores dos riscos condicionantes de intoxicação. Estas causas podem ser indiretas ou diretas. As causas indiretas relacionam-se ao homem com seus fatores hereditários, sociais e educacionais, ou ao meio com seus riscos que lhe são peculiares, já as causas diretas são determinadas por atos e condições inseguras de trabalho. A avaliação do risco é um processo de especificação de amplitudes, graus e probabilidades de danos que podem aparecer quando do uso de um produto fitossanitário e a avaliação do risco em relação a saúde humana tem como objetivo a proteção não só do indivíduo mas da sociedade como um todo.

BIBLIOGRAFIA
AGOSTINETTO, D.; PUCHALSKI, L.E.A.; AZEVEDO, R. de; STORCH, G.; BEZERRA, A.J.A.; GRÜTZMACHER, A.D. Utilização de equipamentos de proteção individual e intoxicações por agrotóxicos entre fumicultores do município de Pelotas - RS. Pesticidas: Revista Ecotoxicologia e Meio Ambiente, Curitiba, v. 8, jan.-dez. 1998. p. 45-56.

JOHN, P.J.; BAKORE, N.; BHATNAGAR, P. Assessment of organochlorine pesticide residue levels in dairy milk and buffalo milk from Jaipur City, Rajasthan, India. Environment International, v. 26, n. 4, 2001. p. 231-236.

MACHADO NETO, J.G. Segurança no trabalho de aplicação de herbicidas. In: SIMPÓSIO SOBRE HERBICIDAS E PLANTAS DANINHAS, 1. Resumos. Dourados: Embrapa-CPAO, 1997. p. 95-115. (Embrapa-CPAO. Documentos, 13).




OCORRÊNCIA DE BRUSONE EM LAVOURAS DE ARROZ DO RIO GRANDE DO SUL - Safra 2000/2001.
Aluno: Alceu Sallaberry Ribeiro
alceu@ufpel.tche.br

A brusone, causada pelo fungo Pyricularia grisea (Cooke) Sacc. [sin. Pyricularia oryzae Cav. e teleomorfo Magnaporthe grisea(Herb.)Bar.], é a principal doença da cultura do arroz irrigado, devido aos danos que provoca na produtividade das lavouras. Esta doença tem maior severidade em cultivares suscetíveis, semeadas em época tardia, com adubação não balanceada ou irrigação deficiente. Temperaturas entre 20 e 30 ºC (ótimo=25-25ºC), alta umidade relativa (> 90%), chuvas frequentes, orvalho (até 10-11 horas) e nebulosidade (> 5/10), favorecem o aparecimento de sintomas de brusone nas folhas e panículas. Neste seminário, relata-se observações realizadas, na safra 2000/2001, em quarenta e duas lavouras de arroz localizadas nos municípios de Capão do Leão, Pedro Osório, Arroio Grande, Jaguarão e Dom Pedrito, com os objetivos de avaliar a presença de brusone e recomendar o uso de fungicidas. Encontrou-se maior severidade de sintomas da doença em lavouras conduzidas no sistema convencional, junto à matas de eucaliptos ou nas margens de rios e arroios. Os menores danos foram encontrados nas lavouras semeadas no sistema pré-germinado, enquanto o cultivo mínimo ficou em posição igual ou pouco inferior ao pré-germinado. Porém, em ambos estes sistemas houve maior ataque de queimas de baínhas, nas áreas de aterro. Quanto às cultivares, houve mais brusone em El Paso L 144, BR-IRGA 410, BRS Chuí e IRGA 417, não se observando ataque em BRS Taim e SCS 111. Relacionando-se essa maior ocorrência de brusone com os dados meteorológicos da Estação da EMBRAPA/UFPEL/INEMET (C. do Leão), verificou-se que nesta safra ocorreram temperaturas mais amenas, maior umidade relativa e nebulosidade ( precipatações pluviométricas e dias de chuvas) , acima das normais da Região, o que caracterizou o clima do período dez/2000 a mar./2001 como muito favorável. Por isso, o uso de controle químico com fungicidas foi necessário em muitas lavouras, devido ao ataque intenso nas folhas e lígulas antes e durante a floração. Foram feitas , as vezes, até 2 a 3 pulverizacões, com produtos específicos (Triciclazol, Edifenfós e Kasugamicina) ou de ação mais ampla (Benomil, Carbendazim, Tebuconazole, Mancozeb e Azoxystrobim). Nas lavouras, onde a aplicação foi feita no momento e nas doses adequadas aos casos de ataques severos, o controle obtido foi eficiente e reduziu os danos da brusone e de outras doenças de importância secundária. Porém, quando foram usadas doses reduzidas de produtos não específicos ou foram deixados intervalos maiores do que o do efeito residual, houve menor eficácia e até mesmo a perda de grandes áreas de uma lavoura.

BIBLIOGRAFIA:
ESTAÇÃO CLIMATOLÓGICA DE PELOTAS, Convênio EMBRAPA /UFPel / INEMET, Dados meteorológicos dos meses de dez. 2000 a março 2001.

OU, S. H. Rice Diseases, 2d. ed. Kew, CAB, 1985, 380 p.

RIBEIRO, A.S. Doenças do arroz irrigado. Pelotas, EMBRAPA - CPATB, 1988, 56 p. (Circular Técnica 2)

Resumo do Seminário apresentado em 18/05/2001, dentro da Disciplina de Seminários em Fitossanidade. Programa de Pós-Graduação em Fitossanidade, Dfs /FAEM / UFPEL

AVANÇOS TECNOLÓGICOS NO MONITORAMENTO DE DOENÇAS
Aluno: Leandro Luiz Marcuzzo
marcuzzo@ufpel.tche.br

Na agricultura atual, com toda a tecnologia disponível ainda ocorre causa grandes perdas provocadas por doenças. Esta perda é decorrida das condições com que é feito o monitoramento e como conseqüência o uso inadequado de agrotóxicos, repercutindo diretamente na resistência de patógenos, degradação do meio ambiente e principalmente na saúde humana. Diante desta situação, uma das formas de controlarmos as doenças e o uso exagerado de agroquímicos é o monitoramento das condições climáticas, pois através dos dados obtidos podemos avaliar quais condições são favoráveis para o desenvolvimento da enfermidade e com isso quebrar o ciclo do patógeno. Em 1982 na região do Alto Vale do Rio do Peixe/SC desenvolveu-se um sistema de monitoramento da sarna da macieira (Venturia Inaequalis) utilizando um equipamento denominado termo higro-umectografo com sensores de umidade foliar, temperatura e umidade relativa correlacionam dados obtidos com valores da tabela de severidade proposta por Mills, obtendo um sistema de previsão das condições propicias para desenvolvimento da enfermidade. A implantação do sistema transmitida aos produtores reduziu entre 30 e 40% do numero de pulverizações dos pomares. A nova tecnologia proposta para o monitoramento da sarna da macieira é a implantação de uma rede de estações meteorológicas automáticas que registram as informações climáticas (temperatura, umidade relativa, período de molhamento foliar e precipitações) as quais são interligadas entre si e transmitem vias ondas de radio a um modulo central, o qual tem um programa especifico que registra os dados a cada 15 minutos e compara com a tabela de Mills e os produtores podem obtém via telefone durante 24 horas as condições favoráveis do desenvolvimento da doença bem como o estádio de incubação do patógeno. Equipamentos comerciais como COLPAM 40 somam valores de umidade foliar e temperatura os quais são registrados e a partir de uma tabela instalada no aparelho, avalia as condições propicias para o desenvolvimento da requeima da batata e do tomateiro causada por Phytophthora infestans. Lavoras de tomate e batatas monitoradas tiveram 50% na redução da aplicação de fungicidas. Estas novas tecnologias no monitoramento devem se ter à preocupação para que estas informações possam estar disponíveis de forma rápida e precisa para que o produtor e/ou técnico responsável tenha o conhecimento dos mesmos e tome as devidas decisões de uma forma correta e nos momentos certo sem maiores danos ao ambiente e ao homem de forma a minimizar custos com tratamentos e aumentar a rentabilidade da cultura.

BIBLIOGRAFIA
COLPAM 40. Disponível na Internet: http://www.elomed.com.br/colpam40.htm

FARIAS, O.S.; FUENTES, S.; SANDOVAL, Y.C. Evalución de sistema de prognostico automatizado para el control fitosanitario de sarna comum de manzano (Venturia inaequalis). II Enfrute - Encontro Nacional Sobre Fruticultura de Clima Temperado ANAIS, p. 110-114, 1999.

KATSURAYAMA, Y.; BONETTI, J.I. da S. Viabilidade do uso de sistema de previsão para o controle da requeima da batateira na região de são Joaquim, SC. Fitopatologia Brasileira. 21:105-109, 1996.

1Resumo do seminário apresentado na disciplina de Seminários em 25/05/2001. 2Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Fitossanidade - Área de concentração em Fitopatologia, UFPel/FAEM/DFs, sob a orientação da Drª Andréa B. Moura - DFs/FAEM
TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO APLICADAS À FITOSSANIDADE
Aluno: Emerson M. Del Ponte
delponte@ufpel.tche.br

Na década de 80, o processamento de dados e informações era resumido a uma palavra - computadores. Atualmente, a denominação que melhor identifica o este processo é Tecnologia de Informação. As tecnologias de software, microprocessadores, computadores e redes de comunicação ocupam, cada vez mais, um papel chave em praticamente todos os lados da vida moderna, como trabalho, lazer, educação, saúde, comércio, indústria e também na pesquisa científica e tecnológica. Como resultado, tem-se uma rápida expansão de serviços, métodos, técnicas, aplicações, equipamentos e tecnologias eletrônicas para a coleção, manipulação, processamento, armazenamento e disseminação de informações e conhecimento. Sem dúvida, um grande impulso foi dado através do surgimento e consolidação da Internet, conjuntamente com a velocidade e disponibilidades de linha de comunicação. Com isto, a agricultura conta com uma poderosa mídia de comunicação e disseminação de informações e aplicações baseadas na internet. Na área de Fitossanidade, encontram-se aplicações direcionadas a comunicação científica, educação e treinamento e banco de dados e aplicações em rede, como cursos virtuais, consulta a bases de dados de referências, consulta a artigos na íntegra, consulta a banco de dados de patógenos, pragas e produtos, simulações, etc. Portanto, o profissional de Fitossanidade, seja na área de ensino, pesquisa ou extensão, tem, na internet, uma importante ferramenta de trabalho.

Bibliografia:
Zazueta, Fedro. Information Technologies in Agriculture - The experience of the University of Florida. In: INFOAGRO - CONGRESSO E MOSTRA DE AGROINFORMÁTICA, Ponta Grossa, PR. Anais... UEPG, Ponta Grossa, PR, 2000. (CD-ROM)

MISTURA DE AGROTÓXICOS E AFINS EM TANQUE DE APLICAÇÃO
Aluno: Roni de Azevedo
azevedor@zipmail.com.br

Os Agrotóxicos e afins, são produtos utilizados na agricultura com a finalidade de proteger as culturas de fatores bióticos como pragas, doenças e plantas daninhas. Apresentando-se no mercado mundial sob a forma de vários princípios ativos e produtos comerciais. A mistura em tanque, que consiste em associar, imediatamente antes da aplicação, agrotóxicos ou afins ao controle de alvos biológicos que ocorrem simultaneamente, para os quais não se obtenha eficácia desejada com um único produto, que devido ser utilizada com êxito, proporcionar redução nos custos de produção, aumentar o espectro de ação contra pragas, prevenir o uso indiscriminado de agrotóxicos e reduzir a contaminação do ambiente e do trabalhador rural, foi decretada a Portaria no 67 de 30 de maio de 1995, permitindo o seu uso, desde de que os produtos sejam devidamente registrados no Ministério da Agricultura. Até o momento, os produtos registrados e aprovados são os seguintes: FORUM (cyanamid) + DITHANE PM (rohm and haas) e FORUM (cyanamid) + BRAVONIL 750 PM (zeneca) para a requeima de batata e do tomate; SENCOR 480 (bayer) + BORAL 500 SC (fmc), CLASSIC (du pont) + COBRA (hoechst), COBRA (hoechst) + BASAGRAN (basf) e CLASSIC (du pont) + FLEX (zeneca) para plantas daninhas em soja; CONFIDOR GRDA 700 (bayer) + ORTHENE 750 BR (hokko) para a lagarta rosca no fumo; RUFAST 50 SC (hoechst) + SAVEY PM (du pont), KENDO 50 SC (hoechst) + KELTHANE (rohm and haas) e KENDO 50 SC (hoechst) + SAVEY PM (du pont) para o ácaro da leprose em citros; TILT (novartis) + ALTO 100 (novartis) para a ferrugem foliar do trigo e JUNO (milênia) + JADE (milênia) para diversas doenças no trigo. É importante salientar que, os produtos fitossanitários devem ser diluídos antes de uma mistura, pois quanto maior a diluição, menor a probabilidade de ocorrer incompatibilidade, pois podem haver problemas de compatibilidade química dos ingredientes ativos; compatibilidade física das formulações; e compatibilidade biológica nos tratamentos. Além disto, na combinação de produtos da mesma classe, sejam herbicidas, fungicidas, inseticidas ou acaricidas, podem ocorrer efeitos como o efeito aditivo (soma dos efeitos individuais de cada produto), efeito sinérgico (quando o efeito dos produtos combinados é maior que a soma dos efeitos individuais), efeito antagônico (o efeito da combinação de produtos é menor que a simples soma dos efeitos individuais) e o efeito potencializado (quando um produto que não apresenta efeito biológico por si, quando acrescentado a outro produto de efeito conhecido, potencializa tal efeito). A mistura é um assunto polêmico e complexo, devido os problemas que podem ocorrer com a cultura, o homem e o meio ambiente, mas é uma prática importante, que em determinados casos pode ser muito útil. Em virtude disto, torna-se necessário e realização de maiores estudos, a fim de avaliar a sua viabilidade quando o seu uso for necessário.

BIBLIOGRAFIA
BRASIL. Legislação federal de agrotóxicos e afins. Brasília: Ministério da Agricultura, Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal, 1998. p. 71-73.

GRISOLIA, C. K. As interações químicas entre misturas de pesticidas e seus potenciais de mutagenicidade. Pesticidas: Revista Técnico Científica, v.6, p.31-42, jan./dez. 1996.

KISSMANN, K. G. Produtos fitossanitários: misturas em tanque. In: SIMPÓSIO SOBRE HERBICIDAS E PLANTAS DANINHAS, 1, Dourados, 1997. Resumos. Dourados: Embrapa - CPAO, 1997. p.147-159.

LIMA, L.C.S.F. Segurança: a chave para mistura em tanque. Disponível na internet: http://www.andef.com.Br/dentro/opi_te2.asp?numero=7, abr. 2001.

SILVA, E. R. Nem sempre funciona. Cultivar, n.9, p.20-21, out. 1999.


BIOENSAIOS EM ENTOMOLOGIA
Aluno: Alvimar Bavaresco
alvimar@ufpel.tche.br

O termo "Bioensaio" refere-se a experimentos conduzidos com organismos vivos. Em entomologia, são utilizados com diferentes finalidades, como avaliar a bioeficácia de substâncias visando ao controle de insetos, realizar a seleção de doses eficazes no controle de determinada praga, determinar o modo de ação, detectar e caracterizar a resistência de insetos aos produtos utilizados, avaliar o efeito destes produtos sobre inimigos naturais das pragas, entre outros. Técnicas diversas podem ser utilizadas na instalação/condução dos bioensaios, destacando-se a incorporação dos produtos em dieta artificial, imersão de estruturas vegetais em calda inseticida, aplicação tópica sobre o organismo visado (utilizando-se pipetas de precisão), pulverização das estruturas vegetais (com micropulverizadores, microatomizadores, e torres de pulverização). A escolha da técnica mais adequada depende principalmente da facilidade de emprego, disponibilidade e custo dos equipamentos e também das características e hábitos do organismo alvo. O conhecimento das técnicas e metodologias adequadas para se conduzir bioensaios é de fundamental importância para que os trabalhos de rotina em um laboratório que realiza tais experimentos seja otimizado. Dessa forma, é importante que os profissionais envolvidos execução de tais experimentos tenham conhecimento sobre as técnicas para que os resultados obtidos sejam confiáveis.

Referências Bibliográficas
CASAÑA-GINER, V.; GANDÍA-BALANGUER, A.; MENGOD-PUERTA, C.; PRIMO-MILLO, J. & PRIMO-YÚFERA, E. Insect growth regulators as chemosteriliants for Ceratitis capitata (Diptera: Tephritidae). Journal of Economic Entomology, v. 92, n. 2, p. 303-308, 1999.

MARQUES, I. M. R. & ALVES, S. B. Efeito de Baccilus thuringiensis Berl. var. kurstaki sobre Scrobipalpuloides absoluta Meyer. (Lepidoptera: Gelechiidae). Anais da Sociedade Entomológica do Brasil, v. 25, n. 1, p. 39-45, 1996.

OMOTO, C.; ALVES, E. B. & RIBEIRO, P. C. Detecção e monitoramento da resistência de Brevipalpus phoenicis (Geijskes) (Acari: Tenuipalpidae) ao dicofol. Anais da Sociedade Entomológica do Brasil, v. 29, n. 4, p. 757-764, 2000.

RAGURAMAN, S. & SINGH, R. P. Biological effects of neem (Azadirachta indica) seed oil on an egg parasitoid, Trichogramma chilonis. Journal of Economic Entomology, v. 92, n. 6, p. 1274-1280, 1999. TORRES, A. L.; BARROS, R. & OLIVEIRA, J. V. de. Efeito de extratos aquosos de plantas no desenvolvimento de Plutella xylostella (L.) (Lepidoptera: Plutellidade). Neotropical Entomology, v. 30, n.1, p. 151-156, 2001.

  





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