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Coleção Dissertatio Filosofia
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Mestrado em Filosofia - UFPel

 

 

Universidade Federal de Pelotas - UFPel

 


 

Coleção Dissertatio Filosofia


Arquivo em formato pdf Eudaimonia e auto-suficiência em Aristóteles - João Hobuss

 

HOBUSS, J. Eudaimonia e auto-suficiência em Aristóteles. UFPel / Ed. Universitária: Pelotas, 2002.

 

Palavras-chave: ética; Aristóteles; eudaimonia (felicidade); auto-suficiência; bem inclusivo; bem dominante.
Mots-clé: éthique; Aristote; eudaimonia (bonheur); suffisance; bien inclusif, bien dominant.
Key words: ethics; Aristotle; eudaimonia (happiness); self-sufficiency; inclusive end; dominant end.

 

Resumo: Um dos maiores pontos de divergência da ética de Aristóteles, é o significado real do conceito eudaimonia (felicidade). Parece, à primeira vista, que Aristóteles não tem uma concepção única, apresentando, na realidade, duas concepções aparentemente contraditórias: uma, nos livro I-IX da Ethica Nicomachea, que defenderia uma tese que explicitaria a felicidade como constituída de alguns ou todos os bens, enquanto na EN X ficaria clara a opção por uma tese distinta da primeira, a saber, a felicidade é um bem que exclui todos os outros bens, isto é, seria apenas e tão somente a vida contemplativa, contemplação dos primeiros princípios e primeiras causas, a vida própria do filósofo.

 

Isto suscitou um vivo debate entre os comentadores da ética aristotélica, cada qual defendendo ou a tese inclusiva, ou a tese dominante, com sutis nuanças interpretativas no interior de cada uma das posições. A intenção, poder-se-ia dizer modesta, deste livro, é situar a real discussão sobre a eudaimonia aristotélica a partir da discussão mais recente sobre o que parece ser um conflito insolúvel no seio da ética aristotélica.

 

A partir da discussão supracitada, será oferecida uma indicação de como tal conflito pode ser resolvido, ressaltando o caráter fundamental desempenhado pelo conceito de auto-suficiência na resolução da possivelmente ilusória incoerência de Aristóteles.

 

Sobre o autor: João Hobuss é professor do Departamento de Filosofia do Instituto de Sociologia e Política da Universidade Federal de Pelotas.

 

 

 

Arquivo em formato pdf Seis Modernos - Joãosinho Beckenkamp

 

BECKENKAMP, J. Seis Modernos. UFPel / Ed. Universitária: Pelotas, 2005.

 

Disponíveis agora em arquivo PDF, os seis textos de história da filosofia de Joãosinho Beckenkamp sobre os autores que ampliaram o campo do que hoje podemos delimitar como modernidade, permitem ao leitor em geral compreender o cerne das questões filosóficas mais relevantes que impulsionaram o pensamento ocidental ao longo dos dois últimos séculos, desde a recepção de Hegel até os escritos tardios de Adorno como a Dialética Negativa, já no momento em que o restante das ciências humanas absorve a lógica moderna do discurso auto-referente e mais, dá o passo em direção ao que nos anos seguintes ficou conhecido como o projeto pós-moderno.

 

Ao contrário da tradição italiana que prefere longos textos sobre períodos históricos do pensamento filosófico, o texto de Seis Modernos oferece artigos acadêmicos sobre contextos filosóficos mais precisos, buscando em cada autor que apresenta a gênese de sua obra, o contexto de sua formação, seus temas principais e a história de sua recepção. Ludwig Feuerbach, Max Stirner, Karl Marx, Friedrich Nietzsche, Walter Benjamin e Theodor Adorno são abordados aqui de modo que o leitor possa, se este for o seu interesse, para além de conhecer simplesmente o conteúdo de suas obras e seu papel na história da filosofia, começar um caminho de investigação mais detalhado não só dos autores, mas da modernidade como um problema filosófico, pois Beckenkamp apresenta excelentes referências bibliográficas além, é claro, da indicação precisa dos temas dentro do conjunto das obras. Servirá também àqueles que se interessam por determinado autor, sem que se faça necessária, embora proveitosa, a leitura de todo material. Neste sentido, fica aqui a indicação do texto Walter Benjamin e as passagens da modernidade, onde nos é apresentado o retrato de um autor que procurou com sua obra compreender concretamente a cultura moderna, através de como a modernidade transformou os meios de vida urbanos, substituindo a narrativa pela informação e realizando com isso a transformação da própria percepção humana, o que Benjamin tenta compreender também do ponto de vista de suas implicações ao abordar o tema da cultura de massas. É portanto a leitura sobre um autor que realiza sobretudo crítica da modernidade, o que ficará claro ao leitor não somente em Walter Benjamin, mas também nos outros autores apresentados em Seis Modernos.

 

Sobre o autor: Joãosinho Beckencamp é professor do Departamento de Filosofia do Instituto de Sociologia e Política da Universidade Federal de Pelotas.

 

 

 

Arquivo em formato pdf Ensaios sobre Ética - Denis Silveira

 

SILVEIRA, Denis Coitinho. Ensaios sobre Ética. UFPel / Ed. Universitária: Pelotas, 2008.

 

 

O livro apresenta uma defesa de uma compreensão ética que faz uso tanto dos princípios como das virtudes para a orientação dos juízos morais, procurando responder ao relativismo moral hodierno, bem como a uma concepção tradicional de moral que propõe uma fundamentação última. A quase totalidade desses oito ensaios foram originalmente publicados como artigos em revistas de filosofia e como capítulo de livro entre os anos de 2004 e 2007 e abordam as teorias morais de Aristóteles, I. Kant, L. Wittgenstein, E. Tugendhat e J. Rawls. A unidade encontra-se na possibilidade do estabelecimento de critérios prescritivos objetivos que tenham referência com a historicidade e contingência na perspectiva de uma ética pós-metafísica que refuta tanto o posicionamento cético como o fundacionista. A reunião deste material dá conta de apresentar uma concepção moral que faz uso de critérios normativos a partir de seu próprio uso, sejam eles virtudes ou princípios, possibilitando uma resposta às objeções não-cognitivistas, anti-realistas e céticas, sem apelar para uma fundamentação absoluta.

 

O fio condutor desses ensaios é o de realizar uma reflexão ética normativa, procurando apontar para critérios normativos objetivos para a orientação dos juízos particulares, visando o estabelecimento de um ponto de referência teleológico-deontológico para a pluralidade de julgamentos morais. Da mesma forma, ressalta-se a preocupação de analisar os pressupostos metaéticos da teoria normativa, como, por exemplo, sobre a fundamentação dos juízos morais (normativos), sobre a impossibilidade de inferência dos juízos prescritivos de juízos descritivos, sobre a busca de complementaridade entre os critérios normativos das virtudes e dos princípios. A postura adotada é a de defesa de uma unidade entre a ética normativa e metaética, servindo a metaética de esclarecimento e justificação para a teoria normativa.

 

 

Sobre o autor: Denis Coitinho Silveira é professor do Departamento de Filosofia do Instituto de Sociologia e Política da Universidade Federal de Pelotas.

 

 

 







     
 
 
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